Flo Massé

07/05/2020

Gravado ao vivo no Rio de Janeiro
Cdjs 350 + DJM 250 mk2
Data gravação: 19/04/2020

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Diálogo:

Flo Massé foi a convidada estreia das transmissões ao vivo que estamos realizando desde Abril, e fez um mix de house e break-beat que caiu perfeito para aquela tarde de domingo, mas também ótimo pra escutar a qualquer momento. Flo, seu set ta incrivel! Juro que foi uns dos melhores que escutei nos últimos tempos. Gostaria que me falasse um pouco mais sobre esta pesquisa, o que te influenciou na seleção das musicas, artistas...

“AHHHHHH ❤️ Então, ultimamente eu tenho pesquisado bastante coisas dos anos 90, pois cresci ouvindo rock e eletrônico nos anos 90, e voltei para as raízes, o que me levou também a pesquisar muitos novos artistas que resgatam sons e timbres dos anos 90. Nesse set que fiz para a Versa, eu misturei bastante artistas dos anos 90 com artistas mais recentes. Confesso que sou viciada em pesquisa, e adoro buscar artistas bem desconhecidos ainda.
Eu também sou bastante influênciada por artistas franceses, e muitos artistas novos estão nessa de resgatar timbres e sonoridades antigas nas musicas deles.”


Consegue indicar 1 EP de algum destes artistas que te influencia? 


Como foi sua trajetoria, você mudou da França pro Brasil?

“Sou franco-brasileira. Nasci e cresci na França, mas a minha mãe é brasileira, apesar de nunca ter conversado comigo em português. Aí eu estudei Ciências Sociais na França, e no terceiro ano dos estudos, fiz um intercâmbio aqui no Rio de Janeiro e apaixonei. Quis conhecer minhas raízes, e foi incrível porque entendi muita coisa sobre mim mesma sabe. Aí voltei para o RJ depois de terminar o mestrado, em 2013, com a minha banda de Rock chamada Anemoan. Sou baterista antes de ser DJ, e acredito que seja mega importante na minha formação como DJ. Daí fomos chamados por uma pequena label de SP para gravar nosso primeiro álbum, o que fizemos em 2014. Fiquei tocando na banda por mais 3 anos, fizemos bastante shows pelo Brasil, e a banda acabou. Logo, pensei que gostaria de ter um projeto meu. E sempre amei ouvir musica eletrônica, sempre saio para festas desde meus 18 anos.”



Nossa que incrível! Imagino como sua formação como baterista soma no seu projeto em musica eletrônica. E desde que a banda acabou você entrou pra discotecagem? Como foi esta transição?

"Então, o projeto de banda acabou. Aí fui chamada para fazer direção musical numa peça de teatro, isso em 2017. Então eu tocava bateria na peça mesmo, ficamos 1 mês e meio apresentando a peça 1 vez por semana no teatro municipal Ziembinski na Tijuca. Mas eu estava trabalhando ao mesmo tempo no Núcleo de Avaliação de Políticas Climáticas na PUC do RJ, e começou a ser muita coisa para mim, trabalhar todo dia até 19h, e depois ensaiar por horas. Então escolhi continuar trabalhando por um tempo no NAPC, já que era uma renda estável, e estava precisando muito. Mas rapidamente me dei conta de que eu não era feita para isso, sempre ficava doente, estressada. E logo precisei inventar um novo projeto para mim... começei a baixar muita coisa que estava ouvindo, isso no inicio de 2018. E peguei uma controladora emprestada, pedi algumas dicas para entender todas as funçoes, e gravei minha primeira mix, em abril de 2018. Mandei essa mix para 2 pessoas da cena, que nem conhecia, mas que eu tinha no meu FB. E o Sean Diss amou a minha mix, e me chamou para fazer o Warm-Up da festa INTIMA, da qual sou hoje residente e produtora  Foi aí que tudo começou, há exatemente 2 anos! E parece que faz muito mais.
Decidi deixar meu emprego 6 meses depois de começar a tocar. Queria investir todo meu tempo nisso, dar uma chance!
E foi a melhor decisão da minha VIDA! "


Agora neste tempo de isolamento que estamos passando, acredito que esta com mais tempo ainda pra investir na pesquisa musical. Como esta sendo?

"Sim. É difícil demais porque é meu trabalho tocar, e não sei quando poderei tocar novamente numa festa. Mas vejo esse momento como um super investimento ao mesmo tempo. Foquei num primeiro tempo (durante o primeiro mês e meio da quarentena) nas Live Sessions de casa. Um amigo meu me emprestou a CDJ 350 dele, então foi perfeito, já que tinha investido num mixer para mim. Fazia 2 Lives por semana, foi bom para mostrar também diferentes vertentes da minha pesquisa. Tenho arrumado meu HD também, coisa que queria fazer há um tempo, e achei pérolas :D Tenho pesquisado também. Mais recentemente, tenho recebido vários convites para gravar podcasts, então estou focando nisso até o mês de Junho. E depois quero focar no meu primeiro EP. Começei a produzir ano passado, e parei, na correria das gigs. Mas quero retomar, e tenho como objetivo ter um EP até o fim do ano" 


Que bafo que em breve terá um EP. Ansiosx para isso. 
Vamos agora para aquelas últimas perguntinhas rápidas?

Música que lembra sua infância na França. 
"heheh vamos! Vou colocar uma música que me lembra minha adolecência na França, que é uma época mais marcante para mim: Incubus (eu era fã demais)-Vitamin, e também The Prodigy- Smack My bitch Up (que eu ouvia mil vezes por dia hahaha)"






Música da sua pesquisa recente que te marcou muito quando ao tocar nas pistas. 



Um set perfeito pra escutar sexta-feira a noite, nem que seja pra ficar em casa.

"Um set do Santiago Uribe, amo, ele faz umas Lives incrivei. Para dançar mesmo"




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