Foi assim que me ensinaram, 2020

Tereza Tessaro

Foi desse jeito, esperado e cronometrado, diversas e dispostas feito cabresto. Sentir de forma esbaforida buscarem novas ferramentas para tentar de forma cíclica administrar ou manusear e alimentar uma falsa sensação de segurança, buscando análogos a animalização.
Assim não deveriam deixar com que nenhuma forma de questionamentos, contra-argumentos ou dita rebeldia seja aceitável, não de forma simples, agradável e construtiva. Mas vista como uma ferramenta promovendo diversas ameaças, frisos e ditas rupturas que terceirizam uma culpa. Esse processo de identificação e desagrado, explicitam os niveladores que propagam diversas violências, já imaginadas para além do físico.

Que assim seja fixado nenhuma tentativa de mensurar dores, mas de ilustrar como parece ser agradável usar vendas, sempre em busca de qualquer verdade alimentando puramente o ego. Assistir ou promover dores sempre alimentará o desejo de domínio ou soberania em diversos dos corpos.

Me deixei, provei e testei das mais diversas formas, nunca imaginei tomar como meu. Acreditei que o puro contemplava qualquer espaço, lido com repúdio, omitindo dores extremamente verdadeiras, ainda sim lidas como futilidades, sempre desejando ser de modo efetivo respeitada.

Ensinaram do jeito mais simples que reproduzir, ceder, engolir, esperar, deixar, sempre fazer, nunca errar, tomar tudo como meu e ainda sentir que deixei para você.


Este trabalho integra os visuais da edição digital Equilíbrio, lançado no dia 24/04/2020



Tereza Tessaro

Buscando através de sua vivência como uma jovem mulher trans negra e historiadora na cidade de São Paulo, firmando e proporcionando o despertar de diversas emoções, seja em questionamentos e incômodos utilizando-se das palavras, assim feito desde mediações em podcast até sociocultural em galerias de arte, criando frisos do sentir através da plasticidade e materialização de suas artes.
Tendo sempre em mente a potência, reconhecimento e valorização de artistas LGBTQI+ latino-americanos.

Créditos:
Edição: Carolina Moreno
Fotografia e iluminação: Felipe Chianca
Agradecimentos especiais: Rita Billenegra, Lucas Lôbo e Uacaly Fauze.